Federação Desportiva de Surdos do Paraná

Arquivo do mês: outubro 2012

25/10/2012 – Surdos querem seu espaço

A seguinte reportagem foi escrita pela Irce Falcão, da Folha PE, datada em 07/10/2012, onde fala sobre Surdolimpíada que não é conhecida pela sociedade brasileira. Não perca a leitura!

 

Eles também querem seu espaço
Desconhecida do público, a Surdolimpíada existe e acontecerá em 2013, na Bulgária
   
Em 2012, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Londres foram responsáveis por uma grande festa dentro da comunidade desportiva, reunindo competidores dos quatro cantos do mundo nos eventos considerados os ápices de suas carreiras. O que poucos sabem é que 2013 não ficará fora do calendário de grande relevância internacional. Será a vez da Surdolimpíada. Se você está surpreso com essa novidade, não se preocupe. Apesar de o evento ser realizado desde 1924, grande parte da população internacional e brasileira, mais precisamente, desconhece sua existência.

A próxima edição terá como sede a cidade de Sofia, capital da Bulgária. Até o momento, a delegação verde e amarela tem representantes apenas na natação, judô, karatê e vôlei de praia, onde está classificada a dupla pernambucana Beth/Carol (Hospital Português/AABB/Secretaria de Esportes). Como são líderes do ranking brasileiro da modalidade e atuais tricampeãs do Circuito Nacional, elas conquistaram a classificação para o Mundial da categoria, realizado no início de setembro, na Turquia. Essa participação valeu o passaporte para a Surdolimpíada. “Pretendemos levar ainda vôlei indoor, atletismo, judô e tênis de mesa. Mas não está fácil. Até agora, nenhuma entidade privada e/ou pública demonstrou interessse em apoiar, nem mesmo o Ministério do Esporte”, comentaram o presidente e a vice da Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS), Gustavo Araújo Perazzolo e Deborah Dias de Souza.

A primeira vez que o País enviou representantes para a Surdolimpíada foi em 1993, coincidentemente em edição também realizada em Sofia. Na ocasião, dois nadadores disputaram 11 provas e chegaram próximo do pódio, com três quarto lugares. Desde então, a natação brasileira é a modalidade mais presente no evento, tendo ficado de fora apenas da edição de 2005, em Melbourne, na Austrália. Neste ano, o Brasil teve apenas uma dupla de vôlei de praia classificada. A primeira e única medalha da história, porém, saiu no judô, com o bronze de Alexandre Soares Fernandes, na categoria até 81 quilos, em Taipei (China), em 2009.

No Brasil, o órgão que regulamente as atividades entre os surdo-atletas é a CBDS, que, mesmo demonstrando interesse, não possui nenhuma ligação com os Cômites Olímpico e Paralímpico Brasileiros (COP e CPB, nessa ordem). Segundo o CPB, a entidade reúne competidores com deficiências de natureza física, motora ou intelectual, alegando ainda que atletas surdos podem participar de disputas convencionais, desde que haja pequenas adaptações. Outra justificativa dos cartolas é que o Comitê Internacional de Desportos de Surdos (ICSD) não é filiado ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

Alheios aos conflitos de bastidores, os surdo-atletas se mostram realizados, orgulhosos por servirem de exemplos a outros cidadãos com a mesma limitação. “Vejo o esporte como uma forma de valorizar e expressar que a comunidade surda tem o seu valor” É um exemplo de vencer barreiras, de mostrar que podemos estar na quadra. O surdo deve ser visto como um estrangeiro e não como deficiente. Assim como tem o inglês, o espanhol, tem as libras. Só muda a linguagem”, destacou Carol, que é pedagoga nesta área e já foi atleta da seleção pernambucana juvenil indoor.

De acordo com o regulamento do ICSD, são considerados atletas dessa categoria aqueles que têm perda auditiva bilateral ou superior a 55 decibéis no melhor ouvido. Atualmente, a Confederação Brasileira possui 1.400 esportistas registrados com tendência a aumentar devido à expectativa pelos incentivos do Bolsa Atleta, da Lei Agnelo/Piva e da Lei de Incentivo ao Esporte.

Matéria retirada pelo site oficial aqui.

    

 

23/10/2012 – ASL é campeã da Beach Soccer nacional

Promovida pela CBDS, a 2ª Copa Brasil de Beach Soccer para Surdos foi realizada nos dias 20 e 21 de outubro, em Balneário Camboriú – SC. Entre os times do Paraná, participaram-se ASL e ASUMAR.

A equipe da ASL consagrou o título de campeã da competição e a ASUMAR ficou em 4º lugar. A ASL teve ainda outros dois motivos para comemorar. O surdo-atleta Evaldo Tiburcio foi o goleiro menos vazado, juntamente com Victor Hugo da ASBAC, e o jogador Fábio Moraes foi artilheiro da Copa com 9 gols.

A FDSP parabeniza aos todos times inscritos pela participação da Copa.

        

16/10/2012 – Futebol de Campo cancelado

Mais uma vez, a Taça Paraná de Futebol de Campo para Surdos 2012 foi cancelada por falta de interesse por parte das associações. O evento seria realizado no ultimo final de semana (12/10) em Cascavel – PR.

Como já foi cancelada a competição desta modalidade por três vezes neste ano, foi um dos motivos principais da FDSP em não enviar a equipe como representante estadual para o Campeonato Brasileiro de Futebol de Campo. Esse evento é promovido pela CBDS que será realizado nos dias 15 a 17 de novembro, em Santa Maria – RS.

A FDSP espera contar com a compreensão das associações na importância de participação nos eventos estaduais para que a Diretoria de Esportes possa realizar a convocação dos surdo-atletas do estado do Paraná. Para isso, a FDSP precisa de GRANDE APOIO das associações filiadas para mantê-la ativamente.

             

09/10/2012 – Assembleia da FDSP é confirmada

O presidente, Sr. Gilmar Assis, tem a honra de convidar as entidades filiadas e não-filiadas para Assembleia Geral Ordinária (AGO) da FDSP, a se realizar no dia 17 de novembro, às 08h, na sede do SERPIA (Serviço e Programa para Infância e Adolescência), sita na Rua Quinze de Novembro, nº 2020 – Centro, em Curitiba – PR.

A FDSP solicita a colaboração de todos os participantes das diversas entidades de surdos filiadas e/ou não-filiadas do estado do Paraná para comparecer nesta AGO. É muito importante!!!

Qualquer duvida, pode mandar e-mail para fdsparana@hotmail.com

 

Clique aqui para ler o edital da AGO.

     

05/10/2012 – Vôlei de Praia do Brasil é 5º lugar no Ranking Geral do Mundial

A dupla, Carolina Longmann e Elizabeth Borges, conquistou o 5º lugar no Ranking geral do Campeonato Mundial de Vôlei de Praia, algo inédito para o Brasil. Isso foi de grande importância para a comunidade surda. “A nós, como pais, foi emocionante presenciar a integração entre os atletas dos 17 países, que consideramos até mais importante do que os próprios jogos, mesmo tendo a excelente classificação de quinto lugar”, relataram os pais da Beth, Sr. Eduardo e Sra. Ana Rosa Borges. Falaram-se também que o Brasil ganhou o respeito e admiração de outros países por ter a bandeira hasteada na Turquia, divulgando a determinação e competência da dupla.

A organização do evento foi elogiada pela dupla. “O Mundial na Turquia foi um sucesso absoluto!!! Uma equipe muito organizada. Cada grupo executava bem as suas responsabilidades. Claro que houve algumas falhas, mas falhas também fazem parte. Mas diante do grande sucesso as falhas se tornaram tão pequenas”, admirou-se a Carol para o site da CBDS.

A Carol ainda solicitou para a CBDS continuar lutando e valorizando o esporte de surdos, pois alertou que “é preciso treinar e investir muito, mas muito mesmo do vôlei de praia. Os jogadores [estrangeiros] são muito focados e competitivos”, onde vivenciou a sua experiência de que o Mundial foi inesquecível para sua vida pessoal e também sua vida esportiva. “A gente vivencia tantas emoções, stress e frustração”, observa-se.

A sua colega da modalidade, Beth, foi mais firme: “Se querem chegar o mais longe em realizar os seus sonhos, as suas metas, o importante é ter disciplina, com dedicação e muito treino, sem desistir nos momentos de desânimos, seguir em frente, que todos conseguem chegar onde quiser”, lembrando da frase famosa “Sou brasileiro e não desisto nunca!”.

“O engrandecimento foi o principal motivo para encarar esse longo desafio, passando por questões pessoais, éticas, profissionais e morais. Aprender para inserir o Brasil no mundo do vôlei de praia para surdos foi uma grande realização, como também uma honra”, orgulha-se o técnico da dupla, Edson Maranhão.

“Quero agradecer especialmente a meus pais, ao Hospital Português, a Secretária de Esporte de Pernambuco e ao treinador pelo apoio, sem esquecer os queridos torcedores, que acompanharam tudo com muito carinho e confiança em nossa dupla. Tudo isso foi observado pela internet, quando nos momentos livres, eu acessava a rede social, com muita ansiedade para repassar notícias e ver os recados, mesmo com algumas derrotas, mas todo mundo apoiava e vendo tudo isso me enchia de forças e motivação para continuar disputando pela melhor colocação”, concluiu a Beth para FDSP.